A idiotice de Cavaco Silva é notícia internacional

O blog Business Insider publica um artigo sobre as reacções ao comentário desproporcionado e insultuoso de Cavaco Silva:

Portugal’s protesting pensioners were determined that the president won’t go hungry, but police prevented them from leaving their charitable donation of rice, bread and a collection of loose change at his riverside palace.

By early morning Wednesday 28,370 people had signed an online petition calling for the center-right president to resign. The protesters outside the 18th century presidential palace in Lisbon held out hats to collect coins under the slogan: “A penny for Cavaco.”

Podem ler o resto aqui

10 razões para a #PL118

A SPA apresenta 10 motivos para justificar a #pl118. Eu fico-me logo pelo primeiro:

1 - Qual é o motivo pelo qual a tarifa tem que ser aplicada aos equipamentos e suportes se os mesmos também podem ser usados apenas para fins pessoais?
Os casos particulares de equipamentos exclusivamente utilizados para a reprodução e armazenagem de “conteúdos” próprios não são um “comportamento–padrão”. Os novos suportes e equipamentos são hoje utilizados, maioritariamente e em larga escala, para armazenar e reproduzir obras e prestações protegidas.
Fará, pois, todo o sentido estender o âmbito da cópia privada a aparelhos que são utilizados preferencialmente para a reprodução de “conteúdos protegidos” pelo direito de autor e direitos conexos.

Como? Os dispositivos de armazenamento não são maioritariamente utilizados para armazenar ficheiros pessoais? Será que estes gajos sabem o que é uma empresa e a quantidade de ficheiros que tem de guardar? Eles sabem o que são "cópias de segurança"? E trabalhadores independentes, como designers, fotógrafos, escritores, advogados?

Estava esperançada que estes ignóbeis mudassem de atitude depois da reviravolta da #SOPA, mas não, fazem como a avestruz e enfiam ainda mais a cabeça na lama.

A propósito deste descarado documento da SPA aconselho vivamente a leitura do artigo publicado em "Aberto até de Madrugada".

Mintam!

Carlos Coelho, fundador da Ivity Brand Corp, tem sido uma das presenças regulares nos eventos de marketing que ocorrem pelo país. Para muitos, o seu sucesso como orador advém das histórias que conta sobre o processo de remodelação de marcas como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo, CTT Correios ou a TAP Portugal. Pessoalmente, assisti a duas conferências dele, mas o que destaco não é tanto as suas capacidades enquanto profissional, mas sim as de empreendedor.

Costumamos ouvir que quando se tem dinheiro e se é reconhecido muito mais facilmente se abrem portas e oportunidades de negócio, que facilmente nos conseguimos sentar à mesa com possíveis parceiros e fazê-los ouvir com maior interesse o que temos a propor. Mas e quando somos um simples "John Doe"? Como fazer para despertar o interesse de uma empresa, como sobressair numa entrevista de emprego, como fazer com que um investidor aposte no nosso projecto? A resposta que Carlos Coelho transmitiu numa dessas conferências foi: mintam!

A ideia que Carlos Coelho procurou transmitir não foi obviamente incentivar o engodo e a aldrabice, mas sim mostrar que se acreditamos realmente em nós, enquanto profissionais ou no nosso projecto, temos inevitavelmente que mentir. Há duas coisas que fazem um recrutador ou investidor apostar em alguém: ou temos um Curriculum que fala por si, com anos de experiência e referências ou temos de provar com as nossas palavras o que valemos. E sejamos sinceros, só precisamos realmente de cair nas boas graças dos outros quando somos principiantes e temos poucas provas dadas. Se o Belmiro de Azevedo ou o próprio Carlos Coelho necessitar de um parceiro para um projecto, basta simplesmente o dizerem para aparecerem interessados. Por isso, Carlos Coelho disse que nos primeiros anos da sua carreira teve de mentir. Teve de assegurar e afirmar a pés juntos que era expert na área, que dominava o assunto, que era possível o que ele propunha. Sem "ses", sem "talvez", sem "tenho de ver". Obviamente que esta atitude tinha um senão: se dizia que sabia, que dominava, que era possível, depois tinha de o provar.

Um antigo chefe do Abílio costumava dizer "Primeiro cria o problema, só depois pensa em como o resolver". Ao fim de algumas entrevistas de emprego e contactos profissionais comecei a compreender as palavras de Carlos Coelho e do chefe do Abílio. Se vamos para uma entrevista de emprego e formos honestos, se dissermos por exemplo que percebemos de Social Media Marketing, mas que não temos exactamente grande experiência profissional na área, o entrevistador fica de pé atrás. Se dissermos que temos um projecto fenomenal, com futuro, mas que depende de muitos "ses", o investidor vai ficar de pé atrás. E isso é mais de meio caminho andado para não sermos seleccionados, para não termos o financiamento.

Por isso, a mensagem é: mintam! Depois só têm de cumprir, nem que isso signifique horas de estudo, pesquisa e treino para cumprirem com o que prometeram.

Wikipédia em Blackout contra a SOPA e PIPA

via: http://en.wikipedia.org
Podem ver aqui os argumentos da Wikipédia para o Blackout.

No caso português, o panorama não é melhor com a previsível aprovação do Projecto de Lei 118 (#pl118) e dada a quantidade de artigos na blogosfera sobre o assunto vou apenas indicar alguns links, nos blogues Bitaites, Blasfémias e Jonasnut.

Apagar bookmarks no Safari

Não é comum partilhar aqui artigos "how-to", principalmente porque abundam os blogs e fóruns na web dedicados a este tema. Contudo, trata-se de uma solução que ando, literalmente, há meses a tentar encontrar e nada. Nem nas pesquisas no Google, nem pedindo ajuda nas redes sociais, zero.

http://moultonstudio.com
O problema: apagar bookmarks no Safari. Pelo que li, desde que a Apple disponibilizou a última versão do Safari que é um quebra cabeças apagar bookmarks desorganizadas, só sendo possível seleccionando e apagando uma a uma! A piorar a situação, a sincronização com o iCloud parece ter duplicado a infinita lista de bookmarks. Resultado? Safari demasiado lento e a existência de uma gigantesca lista de bookmarks inúteis (para terem uma ideia, com todas as duplicações, fiquei com 9 mil bookmarks!)

Finalmente, alguém com mais conhecimentos do que eu conseguiu encontrar uma solução para o problema: basta abrirmos o separador das bookmarks no Mac, escrever no campo de pesquisa algo comum à maioria das bookmarks (http ou .com, por exemplo) que automaticamente os resultados da pesquisa passam para a coluna da direita, passando, assim, a ser possível seleccionar todas e apagar. Alerto apenas para apagarem somente as que se encontram em "collections" ou arriscam-se a pagar histórico e bookmarks organizadas que necessitem manter. Outro aspecto que devem ter em atenção é ter a sincronização iCloud desligada nos restantes iAparelhos (iPad, iPhone, etc), para o processo ser mais rápido e a sincronização ser feita do zero.

http://moultonstudio.com
No final, basta voltar a activar o iCloud e voilà, ficamos com o Safari bem mais rápido e sem bookmarks inúteis.

Podem ler o artigo original, aqui.

--
Adenda: De facto, tudo funcionou às mil maravilhas, até ligar de volta a sincronização com o iCloud. Quando activo esta funcionalidade no Mac apenas disponho de duas opções "cancel" (ficando sem sincronização) ou "merge", duplicando a minha lista limpa no iMac com a confusão de 9 mil bookmarks no iCloud. Para já, deixo a sincornização off até descobrir como fazer reset às bookmarks do iCloud, mas, pelo que leio em fóruns, não é tarefa fácil.

Adenda 2: Parece que consegui encontrar a solução definitiva neste artigo.

Aprendizagem Online

No momento em que estou prestes a fazer o exame sobre o módulo das Teorias da Aprendizagem (que falta me fazem as aulas de psicologia que não tive), surge-me nos feeds este artigo "4 reasons your brain loves to learn online" e confesso-me um pouco assustada com algumas das conclusões:

When participants in Dr. Sparrow’s studies thought a fact was saved somewhere accessible, they’d forget it. Furthermore, the more difficult a question was, the more likely participants were to think of the Internet, rather than actually try to work out an answer on their own.

Definitivamente, é tempo de rever o processo de aprendizagem e reflectir seriamente sobre as implicações nos novos meios e tecnologias no ensino, principalmente porque com as novas tecnologias podemos estar a deixar de aprender para passarmos a saber onde encontrar a informação. E quando nos depararmos com uma situação real? Diremos "Volto daqui a umas horas com a solução"? 

A propósito deste tema, recomendo a leitura da entrevista de Umberto Eco à revista Brasileira Época (obrigado google reader pela pesquisa de termos dentro dos feeds, ou nunca mais encontrava isto), da qual deixo alguns excertos:

O excesso de informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos, ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, é selecionar.

A internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhecimento.

Centro de Braga revitalizado com empreendedores

Numa iniciativa entre a Câmara Municipal de Braga (CMB) e o Gabinete de Apoio ao Empreendedor da Associação Académica da Universidade do Minho (Liftoff), foi lançado o projecto "Encaixa-te" que vai permitir a dez empreendedores da região instalarem as suas empresas no coração da cidade. A CMB cede, a título gratuito, lojas no casco medieval da cidade, cabendo ao Liftoff a selecção dos projectos a apoiar.

Fotografia: CEJ 2012
Esta medida faz parte do programa da Capital Europeia da Juventude (CEJ 2012) e é de louvar por dois motivos principais: o apoio directo a jovens empreendedores num dos aspectos mais críticos no momento de constituírem as suas empresas (o arrendamento de espaço), como também a revitalização do centro histórico de Braga, através da cedência de lojas desocupadas para a instalação de projectos criativos.

Pelo menos em termos de iniciativas para os jovens e apoio à cultura, 2012 é um ano que promete. Se Guimarães marcou a passagem de ano com um memorável espectáculo multimédia, Braga começa também da melhor forma, com esta excelente notícia que não poderia ser mais adequada a um ano que se avizinha complicado em termos de emprego.

Relembro apenas o importante trabalho que o Liftoff tem feito na sua missão de apoio e fomento do empreendedorismo, não só com a aposta em formação e workshops, como também no apoio directo a empreendedores que pretendem desenvolver os seus planos de negócio.

Palestra "Space Odisseys", pelo astronauta da NASA Dr. Richard Linnehan

Dr. Richard Linnehan, um dos mais experientes astronautas da NASA, com 4 missões realizadas e mais de 58 dias no espaço, incluindo 6 AEV (actividades extraveiculares), totalizando 42 horas e 11 minutos de spacewalks, visita a Escola de Ciências da Universidade do Minho para uma palestra sobre “Space Odysseys”.

Local e hora: Anfiteatro A1, Complexo Pedagógico I, Campus de Gualtar, Braga, dia 11 de Janeiro de 2012, pelas 16h15.

Biografia de Richard Linnehan: www.jsc.nasa.gov/Bios/htmlbios/linnehan.html

Mais info sobre o evento aqui.

[texto transcrito da comunicação enviada por email pela Escola de Ciências da Universidade do Minho]

Formação também é networking

Comecei esta semana a frequentar a Formação Pedagógica Inicial de Formadores (para obtenção do CAP de Formador) e sem dúvida que não podia estar integrada numa turma mais diversificada, desde engenheiras biotecnológicas, psicólogas, engenheiros informáticos, profissionais da comunicação, técnicos oficiais de contas e até um monitor de natação.

Nas primeiras aulas tivemos de fazer uma breve apresentação para nos ser avaliados aspectos como postura, dicção, à-vontade.. um breve diagnóstico das nossas capacidades e competências comunicativas.

Numa das apresentações, foi-nos mostrado um vídeo que certamente muitos já viram circular nas redes:



Creio até que cheguei a partilhar este vídeo em meados de Novembro/Dezembro, mas nunca me tinha apercebido que se tratava de um trabalho de uma empresa portuguesa, a YouOn, ainda por cima sediada no Distrito de Braga, mais concretamente Famalicão, e especializada em video online.

Posso nunca vir a colaborar com ou a solicitar os serviços da YouOn, mas é certamente um contacto valioso para a minha rede.

Se antigamente nos inscrevíamos numa formação a pensar que iríamos aprender apenas sobre aquele tema, hoje em dia uma formação, um workshop, uma talk ao estilo TED é, cada vez mais, uma oportunidade de networking, certamente a não perder.

Estarão os E-Reader condenados?

Interessante troca de ideias e argumentos sobre o futuro dos E-Reader entre Marco Arment (criador do Instapaper) e Matt Alexander (dono e editor do ONE37.net), para ler nos links que se seguem, por ordem cronológica:

2. The E-Reader, as we know it, is doomed (feedback de Marco Arment)

Deixo-vos apenas uma das respostas de Marco Arment que mais me convenceu em toda a troca de argumentos:


Matt Alexander:
As much as you or I might enjoy the e-ink experience, people are not thrilled about buying a device that does one thing very well when they can buy something that does that one thing fairly well along with dozens of other features.

Marco Arment:
Then why does anyone buy grapefruit spoons, prime lenses, or two-seater sports cars?Or tablets? Laptops do everything tablets do fairly well along with dozens of other features, and you probably already own one.


Para quem gosta do tema ou pondera a compra de um e-reader, aconselho vivamente a leitura destes três artigos.

Da série "vídeos inspiradores"... #2

2012 é Juventude e Cultura

Entramos em 2012 e, desde a meia noite do dia 1, que as cidades minhotas de Braga e Guimarães enfrentam o desafio de serem, respectivamente, a Capital Europeia da Juventude (CEJ) e a Capital Europeia da Cultura (CEC).

Como bem referiu o Rodrigo Saraiva, estas duas cidades são historicamente rivais e espero que utilizem esta rivalidade para se superarem e apresentarem aos seus residentes e visitantes um 2012 inesquecível.

Por enquanto, apenas o programa de Guimarães CEC é conhecido (tendo sido apresentado no passado dia 14 de Dezembro), mas não falta muito para a apresentação oficial de Braga GEJ, a acontecer já no próximo dia 7.

Como aperitivo, deixo-vos com o excelente espectáculo de fim de ano que Guimarães organizou. Pela amostra, fico com a certeza que o próximo ano será repleto de eventos e espero que os media nacionais façam a devida cobertura e divulgação das actividades, que estas duas cidades e a região bem merecem.


Portugal em 9.º no índice "Equilíbrio Vida-Trabalho"

Contrariamente a todas as notícias, a todas as mensagens de Natal e Ano Novo oficiais e não oficiais, há quem aponte o nosso país como o 9.º melhor lugar para viver e trabalhar:


Em conta estiveram indicadores como horas trabalhadas, percentagem de mães empregadas ou tempo despendido em lazer.

Principais conclusões do estudo, levado a cabo pela OCDE:

Finding a suitable balance between work and life is a challenge for all workers, especially working parents. Some couples would like to have (more) children, but do not see how they could afford to stop working. Other parents are happy with the number of children in their family, but would like to work more. This is a challenge to governments because if parents cannot achieve their desired work/life balance, not only is their welfare lowered but so is development in the country.

In Portugal, 67% of mothers are employed after their children begin school; this figure is slightly higher than the OECD average of 66% and suggests that mothers are able to successfully balance family and career.

Another important aspect of work-life balance is the amount of time a person spends at work. Evidence suggests that long work hours may impair personal health, jeopardize safety and increase stress. People in Portugal people work 1719 hours a year, lower than the OECD average of 1739 hours.

The more people work, the less time they have to spend on other activities, such as time with others or leisure. The amount and quality of leisure time is important for people’s overall well-being, and can bring additional physical and mental health benefits. People in Portugal devote an estimated 66% of their day, or 15.8 hours, to personal care (eating, sleeping, etc.)and leisure (socializing with friends and family, hobbies, games, computer and television use, etc.) – close to the OECD average.

No início da lista? Sem surpresas, os países nórdicos. A restante lista, disponível aqui e aqui.

Análise ao Kindle

Depois de meses de indecisão entre qual o modelo a escolher e se a opção recairia entre um eBook reader ou tablet, finalmente optei pelo mais famoso eBook reader e pela sua versão mais simples, o Kindle 4. A escolha por este modelo teve em consideração dois aspectos: funcionalidade e preço. Se o que pretendia era mesmo ler ebooks, feeds, jornais e revistas num formato confortável e leve, o Kindle a 109$ foi sem dúvida a minha melhor opção. Mas as minhas dúvidas e ponderações vocês já conhecem (se não, consultem os links acima) e, sem mais demoras, passemos à review:

Envio e Alfândega:
Foi a grande dúvida. Teria de pagar taxas alfandegárias? Mesmo depois de confirmar em fóruns e na própria Amazon, receava ter de pagar algo mais para o Kindle sair da Alfândega. Conheço casos de amigos que compraram equipamentos no Japão por 40€ e tiveram de pagar 100€ de taxas alfandegárias! E depois, todos os amigos e contactos que tinham Kindle, este afinal tinha sido oferecido por um familiar e, portanto, não me conseguiram confirmar este dado antes da compra. Admito que me fiei no que li e me disseram e rezei para não me sair a fava. Não saiu. No check out na amazon.com (Kindles para Portugal só na Amazon.com) paguei as "Import Fees" que se resumiram ao IVA, e a UPS tratou do envio que até chegou um dia antes do estimado! Pelo meio o Kindle foi viajar à Alemanha e no dia anterior ligaram-me da alfândega apenas para dar o nome e NIF. Resumindo: o Kindle ficou por 124€ ou $159,88: $109 Kindle + $20,98 Portes + $29,90 Impostos. 

Quanto à UPS, não podia estar mais satisfeita. Com previsão de 2 a 4 dias, o Kindle foi encomendado a 26, despachado a 27 e chegou a Braga a 29, sem qualquer problema pelo meio. Dizem-me que da próxima vez que tiver de encomendar e se for na amazon inglesa, passarei a ter de lidar com a MRW que pelos vistos não trabalha tão bem.

Experiência de leitura:
Não há melhor. Tudo o que ouviram de bom sobre o Kindle confirma-se. Não há reflexos, não cansa a vista, não nos distrai da leitura, não pesa. E para mim, cuja única posição confortável para apreciar a leitura é deitada ou encostada no sofá, não há nada melhor do que segurar um livro de 300 páginas apenas com uma mão. E sim, o contraste podia ser um pouco maior (esta é uma das criticas recorrentes ao Kindle), mas é uma picuisse e acredito que derivada dos ecrãs LCD retro iluminados a que estamos habituados. Ao fim de algum tempo de utilização, deixamos de reparar neste aspecto. Ainda sobre o peso e dimensões do aparelho, já tinha essa ideia, mas agora confirmei: 6" é o tamanho ideal para leitura. Facilmente se segura só com uma mão, sem necessidade de recorrer a outra para virar as páginas, já que os botões para isso se encontram nas faces laterais do equipamento. Acreditem que depois de estar uns 40 minutos a ler no Kindle, o iPhone 3GS pareceu-me feito de chumbo!

Compatibilidade PDF: Muitos me pediram para ver como o Kindle se comportava com PDF e, de facto, não é o equipamento ideal. Se for para ler PDF de texto, resolve-se facilmente, mas se querem ler com gráficos, imagens e tabelas não vai ser a melhor experiência. Antes de mais, terão de converter os ficheiros no Calibre (programa OBRIGATÓRIO!) para formato MOBI. O Kindle suporta PDF, mas perdem espaço de leitura por causa dar margens e não conseguem aumentar/diminuir o tamanho da letra, apenas fazer zoom in/zoom out, daí ser aconselhável a conversão. Mesmo assim perdem algumas funcionalidades, como dicionário (o Kindle não reconhece o idioma, mesmo estando em inglês) e partilha de texto nas redes sociais. E, mesmo convertendo, o texto fica desformatado ao nível das páginas, pois elimina as quebras e mudanças de página, tratado tudo como texto corrido (pode dar para contornar nas opções do calibre, mas ainda não explorei).

RSS: Quero mesmo usar o Kindle como leitor de feeds. No primeiro dia encontrei algumas opções de web apps que convertem os feeds do Google Reader para Kindle e até fazem o envio para o equipamento, mas as versões gratuitas limitam os feeds a 12 ou 15 (quem tem apenas isso??), para mais, há que subscrever. Dá para aceder ao GReader através do browser, mas este é mesmo experimental e a experiência não é das melhores (tal como não é no iPhone ou iPad se tentarem ler os feeds através do próprio site do GReader e não através de aplicação dedicada).

Envio de artigos e documentos: É possível enviar documentos para o Kindle wireless através do email que a Amazon disponibiliza (aliás, é através desta funcionalidade que conseguimos ter os artigos do Instapaper ou os feeds no Kindle), mas para assegurar que a Amazon não vos cobra taxas por este serviço recomendo que utilizem o vosso email "xpto@free.amazon.com" em vez do "@amazon.com". Esta variação do email só encontrei em sites de terceiros, como no Instapaper, e compreende-se porque a própria Amazon não o publicita.

Ainda só o tenho há um dia e muito mais haverá para explorar, mas posso vos garantir que qualquer dúvida que tivesse antes da compra (nunca tinha pegado num Kindle antes), dissipou-se logo na primeira hora de utilização. Termino este texto dirigindo-me a todos os utilizadores de Kindle: que utilizações fazem o equipamento? Que aplicações usam? E para quem ainda não tem um Kindle, mas pondera comprar, façam-se chegar as vossas dúvidas e terei todo o gosto em vos esclarecer sobre este magnífico gadget.

Bom Ano e boas leituras ;)

Separar o trigo do joio

O blog da Harvard Business Review há muito que é um dos obrigatórios nas minhas leituras diárias, com importantes artigos sobre gestão. Hoje publicam a lista dos artigos mais lidos em 2011 e as escolhas do editor e ainda bem que o fizeram, porque com a quantidade de feeds, com o trabalho, tarefas diárias e tempo para família e amigos é difícil estar a par de toda a informação.

Confesso que ainda não analisei com detalhe a selecção, mas desde já destaco dois artigos que nos ajudam a saber distinguir o que é distracção do que é realmente necessário: Five Things You Should Stop Doing in 2012 é um artigo que deriva de um segundo, publicado já em 2009, Two Lists You Should Look at Every Morning.

De uma forma resumida, estes artigos encorajam-nos a identificar claramente quais das tarefas e rotinas que realizamos diariamente são efectivamente produtivas: quais as que acrescentam valor, quais as que nos fazem distrair do objectivo principal, quais as que têm de ser feitas agora e quais as que podem e devem ser deixadas para depois.

Focam igualmente outro ponto importante, realçado no início deste post: Num mundo globalizado e interligado pela Web, onde se produz informação e conteúdos a cada milésimo de segundo, temos de admitir e, mais importante, interiorizar que é impossível estarmos a par de tudo. E, mais importante ainda, agir em conformidade. Isso significa cancelar a subscrição de revistas e jornais, eliminar blogs dos feeds, deixar de fazer refresh no email, facebook ou twitter a cada cinco minutos. Se não o fizermos, caímos no risco de passar o dia a ler o que outro escreveram e terminarmos o dia sem termos produzido efectivamente nada. Corremos ainda outro risco: perder informação realmente importante porque estava misturada com o resto da confusão.

"Never before has it been so important to say "No." No, I'm not going to read that article. No, I'm not going to read that email. No, I'm not going to take that phone call. No, I'm not going to sit through that meeting (...) The world is changing fast and if we don't stay focused on the road ahead, resisting the distractions that, while tempting, are, well, distracting, then we increase the chances of a crash."

Tendências no Marketing Digital e Tecnologia para 2012

Ontem publiquei aqui um vídeo que passa em revista os números e factos relativos ao Mobile Marketing que marcaram 2011.

Como era esperado (ou não estivéssemos na altura dos balanços e previsões), não tardou para que me aparecessem nos feeds as previsões para 2012, concretamente na área do Marketing Digital e Tecnologia.

O blog TopRank não só faz as suas previsões, como disponibiliza diversos documentos de outras fontes, que nos ajudarão a antecipar e prever melhor o que o próximo ano nos reserva.

Para ler, aqui.

Se o orçamento é curto, apostem nas Relações Públicas

Este é o conselho de Caroline Limpert publicado recentemente na revista Inc.

"As a start-up, I have a single line item on my marketing budget: PR. Surprised? Here's a little insight into my madness."

A autora aponta três motivos principais: as RP constroem marcas, criam rápida notoriedade e já não se resumem somente aos media tradicionais (imprensa, rádio e tv), incluindo actualmente todas as potencialidades da Internet (blogues, redes sociais, vídeo, etc.)

Para ler, aqui.

Mobile Year in Review 2011

Chegamos a esta altura do ano e multiplicam-se as edições do "ano em revista". A que mostro de seguida tem a ver com uma das principais tendências dos últimos anos que se afirmou definitivamente em 2010-2011: a mobilidade dos suportes tecnológicos, nomeadamente smartphones, tablets, kindles e muitos outros gadgets, mas também e não menos importante, a virtualização dos serviços e da interacção social.

Seguem-se alguns dados que marcaram então 2011:

Inspiração para 2012

Há semanas que este vídeo anda a circular nas redes, principalmente no Facebook, mas só hoje reservei 30 minutos para o ver e digo-vos: esta talk no TEDxYouthBraga devia ser obrigatória no primeiro dia de faculdade e no primeiro dia de trabalho.

O Miguel Gonçalves traduz-nos, com a sua garra e pronúncia do Norte, o que ainda não conseguimos perceber no mercado do trabalho: nos dias de hoje, onde existem cada vez mais desempregados altamente qualificados, um Curriculum Vitae (no seu modelo tradicional) é spam para as empresas.

Os desempregados e recém licenciados têm de olhar para si próprios como um produto a vender aos empresários e, para tal, têm de usar técnicas de venda e promoção segmentadas, direccionadas, personalizadas às empresas com as quais querem colaborar.

São trinta minutos de talk e acreditem que a força, motivação e inspiração transmitidas pelo Miguel Gonçalves vos vão agarrar e dar vontade de arregaçar as mangas desde o primeiro minuto.




Podem saber mais sobre o Miguel e os seus projectos aqui e aqui.

E porque está na altura...

De Braga, desejo a todos os que aqui me acompanham um Feliz Natal e um Excelente 2012!

Este ano, ao invés de criar um cenário para a fotografia a utilizar como postal de Natal (podem ver as dos outros anos aqui e aqui), optei por dar a conhecer as iluminações na bem conhecida Avenida Central, em Braga.

Em primeiro lugar porque adoro as iluminações no centro da cidade (as luzes das Arcadas estão lá o ano todo, sendo ligadas nesta quadra e na Semana Santa) e, depois, porque Braga será a Capital Europeia da Juventude em 2012 e não custa nada promovermos este grande evento. Se andarem pelo Norte durante o próximo ano, não deixem de passar por Braga, mas também por Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012.

Boas Festas!